A literatura em áudio sempre encantou os homens. Poetas da prosa e do verso de todos os tempos dedicaram-se a declamar em público; atores e atrizes de todas as gerações tomaram emprestados textos literários para subir aos palcos.

Com a tecnologia, vieram o rádio, as radionovelas cheias de efeitos sonoros e a transmissão de mais e mais histórias. A capacidade de envolver dos programas de áudio chegou ao máximo, em 1938, quando os norte-americanos entraram em pânico acreditando que fosse verdade o anúncio de uma invasão de extraterrestres na Terra. Tratava-se apenas de uma transmissão radiofônica intitulada A Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Esclarecido o mal-entendido, os norte-americanos, assim como canadenses e ingleses, lançaram-se a produzir uma enorme variedade de material em áudio.
Foram gravados em discos de vinil desde os discursos de John F. Kennedy até
clássicos da poesia em língua inglesa. Depois, vieram as fitas cassetes com romances, mais poesias, obras de auto-ajuda, textos de apoio profissional, enfim, todo tipo de material registrado em áudio para um mundo mais acelerado.
Hoje, os audiolivros são gravados no formato de áudio ou de MP3 e comercializados em CDs ou via download na internet. Basta o consumidor carregar seus arquivos em seu i-pod, tocador de MP3, celular, e-book ou qualquer equipamento que utilize. No Brasil, a internet já abriu suas portas para quem tem sede de letras faladas.
Já existem alguns sites de download, mas há ainda um universo imensurável de material a ser gravado.
E é justamente isso que o selo Livro Falante pretende fazer: colocar em áudio o que há de melhor no mundo das letras. Sempre com a melhor qualidade de som e com os melhores intérpretes.